CONFRARIA DA CORUJA


07/07/2011


O PODER DAS PALAVRAS

Palavras podem apenas quedar-se mudas num dicionário, porém, às vezes, podem mostrar sua força, derrubar governos, provocar tumultos, revoluções, atos de terrorismo e até a busca da paz e do entendimento. Palavras existem aos milhares, com vários significados, para serem usadas de incontáveis formas, para serem colocadas, arranjadas e combinadas com um bilhão de sentidos diferentes. Palavras podem ser medidas por sua significação, por sua força, sua forma e pelo seu poder. O poder que as palavras têm é maior do que o de um exército, pois elas, de sua maneira sorrateira e oculta, formam também um exército capaz de compor, do grito mais profundo que sai da alma de um homem triste ao mais belo e mais melodioso verso de amor.

Quantas vezes subestimamos o poder deste exército invisível, composto apenas de símbolos, de signos e de sinais gráficos, que por si só, nada parecem significar, posto que assim, aleatórios e inermes, parecem inofensivos; mas que nas mãos do artífice correto, do artesão que consegue tirar delas o seu conteúdo, a sua verdadeira alma, tornam-se armas perigosas, capazes de ser as mediadoras da vida e da morte. Quantas vezes nem percebemos que são as palavras que trazem vida ao mundo. Porque as palavras são nada mais do que a materialização do som. E não se concebe um mundo silencioso, que não saiba falar, berrar, discutir, discursar e acusar.

Usando o som das palavras um gemido torna-se a melodia mais requintada, um resmungo se transforma na mais suave declaração de amor, o sofrimento de uma cara fechada se abre para um largo sorriso. Por isso, existem palavras grandes para definirem coisas realmente importantes, coisas da Ciência, coisas que têm significação capital: dimetilaminofenildimetilpirazolona, anticonstitucionalissimamente.

Como também existem palavras quentes como veludo, brasa, rubra, palavras frias, como refrescante, palavras picantes como condimento, palavras ternas como carinho, querida. Os sons são para nós um mundo dentro de um outro mundo. E através das palavras temos tentado, de alguma maneira, reproduzir os sons que ouvimos, produzimos e criamos. O som da tristeza, da agonia, do desespero, da solidão, e de outros sentimentos taciturnos são obscuros, pintados em tons de cinza e negro, e para explicá-los usamos também palavras obscuras e pintadas com cor semelhante.

Os sons da música alegre, de uma criança sorrindo, dos pássaros cantando, da felicidade dos apaixonados, e de outros sentimentos alegres e expansivos são radiosos, iluminados e têm cheiro de flores, sabor de bolo de chocolate, e para explicá-los iremos usar também palavras semelhantes. Podemos, na verdade, explicar o sentimentos com palavras grandes ou pequenas, com palavras alegres ou tristes, gentis ou grosseiras, de milhões de maneiras diferentes, de acordo com os acontecimentos do cotidiano.

O locutor que nos transmite a notícia tem na voz aquele tom estudado, para que, através das palavras, possamos entender, a gravidade da coisa, a felicidade do gol, a tristeza da tragédia e o entusiasmo do que é agradável. Também o narrador dos espetáculos esportivos que nos traz emoções das mais diversas, com seus gritos entusiastas, ou de desânimo.

E a nós, os artífices do sentimento, a quem é dado, amoldar, arrumar e construir frases, para que o nosso leitor nos entenda. A nós, os escritores, os cronistas, os jornalistas, cabe a tarefa de trabalhar com as palavras em seu pleno poder, cabe a tarefa de saber construir com responsabilidade e ética, a opinião e o pensamento daqueles que nos lêem.

 

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h46
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ESCREVER É FÁCIL

Escrever é fácil. Emenda, corta, cola, apaga.... Finalmente! Um artigo! O primeiro, o costumeiro, o obrigatório... O derradeiro! Fácil sim, todavia, obra de poucos iluminados, menestréis de prosa e verso, construtores de idéias. Disse poucos? Algumas centenas de milhares, nascidos nos mais distantes rincões: matutos, advogados, radialistas, políticos, escritores.... Escritores. Ser escritor é uma paixão? Sofrimento? Utopia num país que não lê, e coloca o torpe e o grotesco como literatura e alija a literatura a um lugar de destaque na prateleira dos esquecidos! Grita alguém: “Melhoramos muito em vinte anos!” Ainda bem! Senão estaríamos na contra-mão do tempo. Festejos à parte, temos ainda um longo caminho a trilhar: longe dos auto-ajudistas, religiosistas, sexistas... E longe da literatura de regime: da luz, da água, da laranja com abacaxi, dos sete kiwis!

Para cada livro de respeito sobram algumas belas porcarias que ainda vendem muito. Chegará o dia em que ficarão nas prateleiras. Promover bienais, mostrar estratégia de marketing, forrar a Internet de literatura mostra que evoluímos e que nossas editoras não perdem tempo. Temos consumido muita coisa de fora, por força da própria globalização, mas se você não estiver plugado com o mundo terá dificuldades de sobreviver num mercado cada vez mais competitivo e exigente.  

Escrever é fácil. Estou fazendo isso agora, na maior! Depois de ficar escondido por alguns meses... O difícil é pelear por alguma editora, que faça questão de divulgar sua obra! Eita ferro! Isso todo mundo quer, mas poucos conseguem. Então, buscar editoras é perda de tempo! Não necessariamente, desde que você tenha realmente alguma coisa de interesse a ser publicada. Todo mundo quer publicar poesia, não porque é uma arte nobre, mas porque é mais curta, mais rápida e mais fácil de ler. O mundo está atulhado de poetas, poetastros, versejadores e ilusionistas da rima, mas sobram poucos escritores para contar a verdadeira história de alguma coisa, o que aconteceu no dia tal de um ano qualquer, e nos brindar com um romance de tirar o fôlego!

Escrever é fácil, o difícil é colocar na rua um bom livro.. Quando esquematizamos a obra pensamos em tudo, mas em primeiro, deve-se pensar em escrever!  Talento ajuda muito, mas não é tudo... Tem gente que faz o diabo para ser um escritor: procura editoras, implora que olhem seu original,  procura amigos, entra para Academias de várias espécies e só consegue, na  realidade, ser como calouro de programa de televisão que jamais deixará de ser calouro. Que bela condição esta de escritor novato, desconhecido, que está fora da mídia e continuará assim, a menos que ganhe um concurso importante,  tenha algum acesso, ou alguma daquelas amizades, que são passageiras, mas rendem muito!

Mas é a vida. O sol não deve nascer mesmo para todo mundo. A diferença é bem-vinda,  pois existem seres que não gostam de luz! Ninguém entendeu nada, mas isso não tem a maior importância... Dizem aos quatro ventos, mas não provam, que vinte por cento dos brasileiros não conseguem entender o que estão lento! Um verdadeiro absurdo! Onde estão nossas escolas? Cadê a nossa cultura? Em que furna está escondido o intelectual brasileiro? Não faço a menor idéia! Tomara que esse meu artigo seja lido somente por aqueles vinte por cento, antes citados! Leia o artigo, entenda uma só palavra e minha pena será salva!

 

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h45
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CONSTRUTORES DE IMAGENS

Acho que todo poeta sabe, bem lá no fundo, da importância da imagem para a sua poesia, da linha tênue que existe entre o material e o imaterial, unindo estes dois mundos de forma coesa e própria, como se o sonhar pudesse, repentinamente, tornar-se realidade, e a realidade, por sua vez, pudesse passar do real para o sonho, completando a mágica da metáfora e da impossibilidade, da insensatez, da fantasia e do imponderável. Mas qual a técnica de um construtor de imagens? Sem dúvida, a simplicidade de seus versos quase universais, tendendo para o coloquial, sem rebuscamentos possíveis ou palavras forçadas para dar ênfase.

Talvez mais antiga, mais universal e mais afeita ao povo, a poesia que traz sua base do grito, do primordial que existe dentro do ser humano desenvolveu seu universo através dos séculos e aporta nos nossos dias ilesa, livre de impurezas, incólume e inteiriça, como a arte de transformar a imagem em sentimento, e o sentimento em palavras. Derivada da arte de representar, impregnada com os bafejos e as cores do teatro primitivo, de forma tão intrínseca, a arte da poesia interpretativa e que retrata o imaterial que emana da realidade é tão importante, hoje, como captar imagens imediatas de um vídeo ou de um filme.

E como deve ser o ritmo de um poeta moderno? Sem dúvida, ele deve ser o ritmo ágil das máquinas, dos barulhos e ruídos da modernidade, da memória e do palavreado dos passeantes que passam apressados, parecendo jamais chegar a lugar algum,  deve ter o ritmo lento e alucinante das danças, das músicas, o poder belicoso da gíria, da vida que é vivida nas periferias, das melodias entoadas pelos instrumentos rancorosos de hoje: metralhadoras, escopetas e fuzis R-15; melodias que contam a história de vidas que se perderam no meio do caminho, de pessoas que foram e vieram, de pessoas que deram a vida para que o sentimento pudesse fluir e transformar-se na matéria prima do cotidiano do poeta.

Se é verdade que a poesia é uma arte nobre, uma ponte entre o lacônico ritmo enjaulado entre as quatro paredes de uma cela de segurança máxima e o ritmo largo e cabal dos tiroteios, dos gritos desafinados de horror daquelas vítimas que clamam por justiça, procurando na religião o que esta nunca vai poder dar; afirmamos ser o ritmo do poeta alguma coisa que também se encontre nas quadras desertas de uma favela, nos corredores dos hospitais e nas lajes frias e despidas das morgues; pois ai, o poeta constrói  seus versos e suas histórias parelhas, uma dependente da outra, para terminar seu mister em um bordão de arrancar gritos de histeria, que incorpora a chave de ouro desta poesia tão popular e, ao mesmo tempo, a mais erudita de todas!

Certamente, sem envergonhar-se, sem buscar meias palavras ou coisas fantasmagóricas e surpreendentes, o poeta demonstra sua capacidade como autor, como compositor e construtor de imagens, adestrando de maneira exata as várias facetas de seu mundo poético, a nos ensinar que, mesmo nos dias de hoje, cabe assunto para fantasiar e tergiversar sobre realidades tão palpitantes e de tanta sinceridade, como o amor, a violência, as coisas da cidade, o mar, as forças da natureza e o íntimo de todos nós, que deve saber tão bem desvendar e decodificar.

 

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h44
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TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como "lingüiça" e "tranqüilo" passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra "u". A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como "Müller" e "Hübner".

Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos "ei" e "oi" --como "idéia", "heróico" e "assembléia"-- deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o "i" e o "u" precedidos de ditongos abertos, como em "feiúra". Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos "e" ou "o", em formas verbais como "vôo", "dêem" e "vêem".

Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como "objecto" e "adopção", nas quais as letras "c" e "p" não são pronunciadas.

Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de "k", "y" e "w". A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como "kafka" e "kafkiano".

 

DUPLA GRAFIA

 

A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.

Isso ocorre em algumas palavras proparoxítonas e, predominantemente, em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno", "tênis" e "ténis".

A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como "caratê" e "crochê" também poderão ser escritas "caraté" e "croché".

 

HÍFEN

 

As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.

O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).

Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "anti-inflamatório".

Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.

A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por "r" ou "s", essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção "anti" + "semita": "antissemita".

A exceção é quando o primeiro elemento terminar em "r" e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em "hiper-requintado" e "inter-racial"

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h41
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ESCRITOR LANÇA COLEÇÃO DE LIVROS VIRTUAIS


O escritor Carlos Moraes Júnior, Presidente do Clube dos Escritores Piracicaba está publicando, desde 2006 a "Coleção Carlos Moraes Júnior", composta de livros de poesias que podem ser encomendados pelos interessados. Os interessados que queiram encomendar um exemplar, que terá o formato de uma apostila, medindo 15x21, com capa em cartolina em 1 cor e composição normal de livro, podem entrar em contato pelo telefone (19)3426-8568, ou pelo e-mail: clube.escritores@uol.com.br O valor dos 10 exeplares disponíveis é de R4 100,00 Encomewnde a sua Coleção.

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h40
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LOURA

És todinha um brinquedo

que meus olhos desde cedo

não se cansam de olhar.

És criança intransigente,

tão bonita, displicente,

que não canso de amar,

És de curva construída,

uma tela colorida

que não canso de tocar.

Tens um ar insidioso

um olhar terno e malicioso,

que me faz arrepiar.

És mulher insatisfeita,

és mulher quase perfeita

que me dá o que pensar.

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h39
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SOUVENIR

Qual foi a finalidade,

o motivo deste amor?

Por que toda esta saudade,

por que toda esta dor?

 

Um amor é esperança,

é vontade de sorrir.

Vai o amor fica a lembrança,

um pequeno souvenir.

 

Parte agora sem demora,

sem amor e sem chorar.

Podes ir chegou à hora,

a hora de me deixar.

 

Não me olhes, podes ir,

não precisa me lembrar.

Já deixaste um souvenir,

para eu ter porque chorar...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h38
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P.J.

Palito

pequenino,

joga a vida

pela rua,

jura nunca

passar fome.

Pinta o mundo,

pinta o sete,

pega a vida

pelas crinas,

joga a vida

pelo espaço,

joga cinzas

pelo chão.

Pega o bonde

já lá longe,

passa a mão

pelo cabelo,

passa a mão

pela cidade,

junta tudo

o que encontrar:

papagaio, juriti,

paquiderme, jabuti.

Põe o roubo

junto ao peito,

pega o trem

pequenininho,

joga um beijo

pra morena,

jura nunca

mais parar...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h36
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MAR NEGRO

Mar tão negro,

mar racista,

louvo a morte,

louvo a sorte

de estadista,

de um alguém

que já morreu...

 

Mar tão negro,

luta branca,

luva branca

de soldado,

sangue inútil

derramado

numa guerra

sem troféus.

 

Mar tão negro,

mundo escuro,

um jornal

à procura

de futuro,

sem saber

que nós somos

de uma mesma

criação...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h35
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CHAMAS

Olhe bem estas chamas ardentes

que devoram suas cartas de amor,

chamas que se retorcem luzentes,

que crepitam com brusco furor.

 

Olhe, sinta as chamas tão quentes

que sufocam de mim esta dor,

essas brasas tão rubras, ferventes

que brilham com fugaz esplendor.

 

Estas chamas, tal qual seu olhar,

reluzem furiosas a queimar

um sonho que inda não terminou...

 

Esperanças que o tempo consome

entre as chamas ligeiras se somem,

deixando-me mais só do que sou...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 07h33
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04/06/2008


AOS ABRAÇOS COM A VIDA

 

Na tela amarela

está quem por mim vela,

aos abraços com a vida insurgida.

E a cela, a trela

em mim esculpidas,

não eram belas

nem sinceras como ela.

Aos abraços com a vida

a bela é dela,

e é também dela

a vela amarela construída

de macela e tela,

de cor pálida e singela.

Aos abraços com a vida

ela é a tela

onde se pintam

as histórias de amor,

que abraçadas

com a vida se entretecem...

E dela a vida zomba,

como aquela vela,

pois não é feliz

quem sofre

por causa das tramas

da vida que acontecem.

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 00h42
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CURIOSIDADE MUNDANA

 

Insinuou-se em saber

a curiosidade mundana,

como foi acontecer

no mundo a primeira pavana.

E respondeu o mundo,

com toda prioridade,

que a fonte dela, no fundo,

era a tal da curiosidade...

Viu o homem na mulher

alguma coisa diferente,

e este foi o mister

que lançou a semente

de toda história de amor.

A vitória, o risco de quem ama,

que ainda hoje é o motor

que leva a gente pra cama.

 

 

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 00h41
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FLOR DO CLÃ

 

Ai! Quão vão és, má dor que não faz bem

E não me dás só vez de sol e paz.

Ai! Quão chã és, tal dor que só me vem

Pra ser tão rés, e ser a que me faz

 

O fã do fim, do fel dum só que tem

Na cruz o mal, o sal, o pó, o gás,

Da luz sem par, sem lar, que é o zen

Da flor do clã, que só a dor me traz.

 

Ai! Flor do clã, que a fé não quer me dar,

Nem quer ser gen do dom que é a foz

Da mãe da luz sem fim, que é um lar.

 

Ai! Flor do clã, que a rir vem ter a nós

Bem cá na mão, pra ter a lei de par

E ser o fim da luz, que não tem voz...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 00h31
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FUGAZ COMPANHEIRA

 

Fugaz companheira

a me perseguir

pela noite adentro,

eis a embriaguez

a me estontear,

a me colocar

no risco da sarjeta,

a fazer-me outra vez

de seu freguês.

Ela me assombra

com sua forma

viperina,

fonte da minha

insensatez,

e suas unhas

felinas,

que ferem meu couro,

como me querer o sangue

para algum ritual.

Suga-me a vida,

a maldita!

E consome

meus doces anos

de juventude,

com seus dentes afiados,

a sua insana fome

de destruir...

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 00h31
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GRÁFICO ESTÉTICO

 

Estou elétrico!

Não sei o que tenho

para ficar assim.

Estou diabético!

E ninguém em volta

tem pena de mim.

Açúcar dietético!

É este o destino,

é este o meu fim.

Gráfico estético!

Até que um regime

não seria ruim...

 

Escrito por Carlos Moraes Júnior às 00h30
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BRASIL, Sudeste, PIRACICABA, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Arte e cultura

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